bau-das-palavras
Tenho escrito menos nos últimos dias, não por falta do que dizer, apenas não sinto as palavras acontecendo, escrever é como pintar quadros, você não pode fazer algo bom usando tinta ruim. Eu gosto das palavras, gosto dos meus quadros, mas por outro lado, estou cheio de desenhar coisas que me esvaziam, são pinturas sem cor, arte sem vida. Não tenho uma meta, faço quando sentir vontade, não estou competindo com alguém, sou meu único desafio. Às vezes alguém me diz que se sente bem lendo as coisas que eu tenho escrito, eu também me sinto, mas nem sempre, cheguei ao ápice do meu entendimento, me tornei confuso em algum momento, agora preciso de um tempo pra entender, pra aprender, pra viver, preciso de novas telas, novas tintas, novas inspirações, preciso de um tempo pra bater um papo com a solidão que está adormecida em algum canto do meu quarto, agora é hora de colocar a conversa em dia, deitar no ombro dela enquanto ela me abraça, preciso dizer que senti saudade, preciso dizer que as pessoas me assustam, preciso dizer que sinto como se estivessem sugando minha alma pela boca, e ela vai entender. Ela sempre me entende, porque ela é parte de mim